Mulher é presa em Campina Verde acusada de executar companheiro durante o jantar
Investigação derrubou tese de tiro acidental e comprovou alteração na cena do crime ocorrido em julho de 2025
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na última sexta-feira (23), a prisão preventiva de uma mulher investigada pelo homicídio duplamente qualificado de seu companheiro. O cumprimento do mandado ocorreu em Campina Verde, no Triângulo Mineiro, desfecho de uma apuração detalhada sobre o crime registrado em meados do ano passado.
A ação é resultado de um inquérito que desconstruiu a versão de acidente apresentada pela defesa, revelando uma execução planejada dentro da residência do casal.
Para Entender o Caso
- O que aconteceu: Mulher foi presa acusada de matar o companheiro com um tiro na cabeça.
- Quando e onde: O crime ocorreu em 21 de julho de 2025, na Fazenda Inhumas, zona rural de Campina Verde. A prisão ocorreu nesta sexta (23/01/2026).
- A Vítima: Companheiro da autora, que era CAC (Caçador, Atirador e Colecionador).
- A Investigação: Perícia comprovou que não houve disparo acidental e que a cena do crime foi alterada.
Dinâmica do crime: vulnerabilidade e surpresa
O homicídio ocorreu na noite de 21 de julho de 2025, na Fazenda Inhumas. Segundo as apurações conduzidas pela Polícia Civil, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça enquanto estava no quarto do casal.
O inquérito revelou detalhes que qualificaram o crime: o homem foi morto no momento em que jantava uma refeição preparada pela própria companheira. Ele estava sentado e desarmado, o que configurou o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A arma utilizada no crime pertencia ao próprio homem, que possuía registro de CAC.
A motivação, apontada como fútil pelas autoridades, estaria ligada a desavenças conjugais e violência doméstica.
Investigação técnica derruba versão de acidente
Logo após o ocorrido, a investigada alegou que o disparo teria sido acidental. No entanto, o trabalho pericial e investigativo da equipe de Campina Verde refutou essa hipótese. Laudos técnicos indicaram que o tiro foi efetuado à curta distância e de forma intencional (dolosa).
Além disso, os policiais constataram que a autora alterou a cena do crime antes da chegada das autoridades, na tentativa de ocultar provas. A reconstituição dos fatos e a análise do aparelho celular da investigada — que continha conversas relevantes minutos antes do disparo — foram determinantes para o indiciamento.
Prisão e equipe responsável
Diante da gravidade dos fatos, da periculosidade evidenciada e do risco à ordem pública, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida nesta sexta-feira. A mulher responderá por homicídio doloso duplamente qualificado e será submetida ao Tribunal do Júri.
A elucidação do caso foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Campina Verde, sob coordenação do delegado Fúlvio Sampaio. A equipe contou com a atuação da escrivã Letícia Takata, dos investigadores Marcos Geraldo e Pedro Augusto, e do investigador ad hoc Weverson Morais.
Compartilhe e Ajude a Informar
Você presenciou um ocorrido ou tem informações sobre uma matéria? 👁️🗨️ Envie fotos, vídeos ou relatos pelo nosso WhatsApp 🔔 Siga nosso canal e grupos para receber notícias em primeira mão! 💬 Comente: o que você acha que as autoridades deveriam fazer agora?
Edição e Redação: Equipe de Jornalismo do Portal de Minas Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) | Delegacia de Campina Verde Imagens: Divulgação | PCMG


