Hacker de 19 anos é preso por falsificar mandados contra Lula e Moraes

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Eduardo Henrique Amorim é suspeito de inserir mais de 90 ordens judiciais falsas no sistema do CNJ; grupo também vendia alvarás de soltura na dark web.

CALDAS NOVAS / GO – Uma operação coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou na prisão preventiva de Eduardo Henrique Amorim, de 19 anos, nesta sexta-feira (27), em Caldas Novas (GO). O jovem é apontado como um dos principais operadores de um esquema cibernético que invadiu sistemas críticos do Poder Judiciário brasileiro. Entre as fraudes mais graves atribuídas a ele, está a inserção de mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.


Para Entender o Caso

  • O Fato: Prisão preventiva de hacker por invasão de sistemas judiciais e falsificação de documentos.
  • Onde/Quando: Caldas Novas (GO); sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026.
  • Suspeito: Eduardo Henrique Amorim (19 anos), com alto conhecimento em T.I.
  • Impacto: Mais de 90 mandados falsos inseridos no Banco Nacional de Mandados (BNMP).
  • Fontes Oficiais: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

A Invasão e o “Acesso de Mestre”

As investigações da PCMG revelaram que Eduardo utilizava credenciais desviadas de um policial penal para acessar o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com esse acesso, ele conseguia operar dentro do Banco Nacional de Mandados como se fosse um agente público legítimo.

Além da afronta direta às autoridades do Executivo e Judiciário, o hacker é investigado por ataques realizados em janeiro deste ano contra os protocolos de cibersegurança dos sistemas Renajud (restrição de veículos) e Sisbajud (bloqueio de valores). Eduardo teria realizado bloqueios indevidos de contas bancárias e bens de terceiros, causando prejuízos financeiros e operacionais em escala nacional.

O “Mercado” na Dark Web e Venda de Solturas

A atividade criminosa do jovem de 19 anos não se limitava ao ativismo hacker ou “trollagem” institucional. De acordo com a polícia, o grupo do qual ele faz parte comercializava o acesso fraudulento a esses sistemas na dark web.

O esquema possuía um viés altamente lucrativo e perigoso para a segurança pública:

  • Alvarás de Soltura: O grupo é suspeito de vender documentos de soltura ilegais pela internet.
  • Baixa de Mandados: Criminosos pagavam para que seus mandados de prisão reais fossem retirados do sistema, evitando capturas em diversos estados.
  • Suporte Familiar: Em Brasília, uma mulher foi presa suspeita de gerir os lucros do esquema e dar suporte logístico. Ela é mãe de um adolescente de 15 anos também identificado como integrante do grupo.

Próximos Passos e Segurança Digital

Eduardo Henrique Amorim responderá por crimes de invasão de dispositivo informática, falsidade ideológica e associação criminosa. A Polícia Civil continua o trabalho de inteligência para identificar outros compradores de acessos e beneficiários dos alvarás falsos emitidos pelo grupo. O CNJ e outros órgãos do Judiciário devem reforçar os protocolos de dupla autenticação e auditoria de acessos para evitar que novas credenciais sejam utilizadas de forma fraudulenta.


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Edição e Redação: Equipe de Jornalismo do Portal de Minas Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Imagens: Ilustrativa / PCMG