Lançador múltiplo de foguetes de 600 mm foi apresentado em Pyongyang com alertas severos de destruição a adversários geopolíticos.
PYONGYANG – Em uma escalada da retórica militar na Ásia, o líder Kim Jong-un apresentou oficialmente a nova arma da Coreia do Norte: um sistema de lançamento múltiplo de foguetes capaz de transportar ogivas nucleares. Durante a cerimônia realizada na capital norte-coreana, o chefe de Estado classificou o equipamento como o mais poderoso de sua categoria no mundo. A exibição bélica ocorre às vésperas do Congresso do Partido dos Trabalhadores, o principal evento político do país, e sinaliza uma postura de dissuasão direta frente às forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
Para Entender o Caso
- O Fato: Apresentação oficial de um novo sistema de lançamento de foguetes com capacidade nuclear.
- Onde/Quando: Pyongyang, Coreia do Norte; quarta-feira (18 de fevereiro).
- Envolvidos: Regime norte-coreano (Kim Jong-un) e comunidade internacional.
- Status Atual: Armamento em fase de exibição estratégica militar.
- Fontes Oficiais: Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
Capacidade Bélica e Retórica do Regime
O novo armamento consiste em um lançador de foguetes de 600 milímetros, projetado especificamente para ataques de precisão e missões estratégicas de curto e médio alcance. Segundo informações divulgadas pela agência estatal KCNA, o sistema tem o objetivo de realizar ataques surpresas e simultâneos, concentrando alto poder destrutivo para colapsar imediatamente a infraestrutura e os sistemas de comando inimigos.





Em seu discurso às tropas e autoridades, Kim Jong-un utilizou tom assertivo para descrever a letalidade do projeto, dispensando maiores explicações técnicas. O líder declarou que a tecnologia é inigualável a curto prazo e afirmou que, caso a arma seja efetivamente empregada, nenhuma força adversária poderá contar sequer com “proteção divina”, garantindo que os alvos seriam reduzidos a cinzas.
Tensão Fronteiriça e o Fator Sul-Coreano
A demonstração de força ocorre em um período de atritos contínuos com a Coreia do Sul, cujo território abriga a capital, Seul, a menos de 50 quilômetros da linha de demarcação militar, colocando-a no raio de ação imediato do novo sistema. O governo norte-coreano mantém as forças sul-coreanas e as bases dos Estados Unidos na região como seus principais focos de atenção estratégica.
Recentemente, a relação entre os vizinhos enfrentou um pico de tensão após Pyongyang alegar ter abatido um drone de vigilância no mês passado. A crise diplomática foi estabilizada após o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, prometer medidas rigorosas para evitar novas incursões no espaço aéreo vizinho. A postura de Seul foi reconhecida publicamente por Kim Yo Jong, figura de alta influência no regime do Norte e irmã do líder, que afirmou valorizar o compromisso sul-coreano.
Implicações Globais e Exportação Bélica
Para além da península coreana, analistas internacionais de defesa apontam que o desenvolvimento deste sistema múltiplo de foguetes cumpre uma agenda dupla. Ao mesmo tempo em que atua como ferramenta primária de intimidação regional, o armamento funciona como um demonstrativo tecnológico para o mercado bélico externo.
Especialistas em geopolítica avaliam a forte viabilidade de que esta tecnologia seja exportada para a Rússia. A parceria estratégica entre Moscou e Pyongyang tem se fortalecido substancialmente, e o teste de novas armas em solo norte-coreano precede potenciais transferências de arsenal para suprir as demandas do Exército russo no Leste Europeu.
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Edição e Redação: Equipe de Jornalismo do Portal de Minas Fonte: Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) | Agências Internacionais Imagens: KCNA / Divulgação


