Orlando Pereira Prates havia sido capturado em outubro de 2025 na zona rural; principal suspeita das autoridades é de autoextermínio.
FRUTAL, MG — O sistema prisional de Frutal registrou, neste sábado (21), o óbito de um detento identificado como Orlando Pereira Prates. O homem, que possuía um extenso histórico de fuga da Justiça, foi encontrado sem vida dentro de sua cela, onde permanecia sozinho no momento do ocorrido. A principal linha de investigação das autoridades competentes trabalha com a hipótese de autoextermínio, embora o caso siga sob rigorosa apuração administrativa e pericial.
A Captura: O Fim de uma Fuga de Mais de uma Década
Orlando Pereira Prates era alvo de buscas interestaduais desde 2014, após o assassinato de sua ex-companheira no estado da Bahia, crime cometido com golpes de arma branca. Após 11 anos na condição de foragido, ele foi localizado pela Polícia Militar em 8 de outubro de 2025, em uma propriedade na zona rural de Frutal, no Triângulo Mineiro.


Na ocasião da prisão, o suspeito demonstrou nervosismo ao avistar a patrulha e tentou fornecer uma identidade falsa aos policiais. Contudo, após o cruzamento de dados e a inconsistência das informações prestadas, ele acabou confessando sua verdadeira identidade, sendo imediatamente conduzido ao sistema prisional para o cumprimento da ordem judicial expedida pela Justiça baiana.
Ocorrência no Presídio e Procedimentos Legais
Nesta manhã, agentes penais localizaram o corpo de Orlando durante a conferência de rotina nas celas. Seguindo o protocolo para mortes sob custódia, a perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi acionada para realizar os levantamentos de campo e coletar evidências que possam esclarecer as circunstâncias exatas do falecimento.
O corpo foi recolhido por uma funerária de plantão e passará por exames detalhados. A direção da unidade prisional de Frutal informou que já realizou a comunicação oficial aos familiares do detento, que residem na Bahia.
Desdobramentos e Investigação
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) deve instaurar um procedimento administrativo para apurar as condições da cela e a vigilância no momento do fato. Paralelamente, o inquérito da Polícia Civil buscará confirmar se houve qualquer fator externo que tenha contribuído para o óbito.
O caso encerra um ciclo jurídico que durava mais de dez anos, desde o feminicídio que chocou a comunidade de origem do detento. As autoridades ainda não se pronunciaram sobre o traslado do corpo para o estado da Bahia.
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Edição e Redação: Equipe de Jornalismo do Portal de Minas Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) | Polícia Civil (PCMG) | Sejusp Imagens: Informe Guanambi / Divulgação


