Operação Carne Fria: Polícia prende grupo que abateu touro de R$ 200 mil em Itacarambi

Cidades de Minas

Animal de elite da raça P.O. foi esquartejado em fazenda às margens da BR-135; criminosos também são investigados por tráfico e extorsão.

ITACARAMBI, MG — Uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar de Minas Gerais, deflagrada nesta sexta-feira (6), resultou na prisão de três homens envolvidos no abate clandestino de um reprodutor de alto valor genético em Itacarambi, no Norte de Minas. A Operação Carne Fria cumpriu mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa que, em dezembro de 2025, invadiu uma propriedade rural às margens da BR-135 para abater e esquartejar um touro da raça P.O. (Puro de Origem). O animal, já negociado por R$ 200 mil, teve apenas as partes nobres levadas pelos criminosos.

Para Entender o Caso

  • O Fato: Furto, abate e esquartejamento de bovino de elite (Puro de Origem).
  • Onde/Quando: Fazenda R3, às margens da BR-135; crime ocorrido em dezembro/25; prisões em 06/03/26.
  • Prejuízo: Animal avaliado em R$ 200 mil com venda já programada.
  • Status Atual: Três presos e dois foragidos; investigação aponta organização criminosa.
  • Fontes Oficiais: Polícia Civil (PCMG) e Polícia Militar (PMMG).

Planejamento e Execução do Crime na Fazenda R3

As investigações revelaram que o grupo agiu de forma premeditada. Os suspeitos se reuniram previamente e utilizaram ferramentas emprestadas de moradores da região para invadir as pastagens da Fazenda R3. Após o abate do touro de linhagem selecionada, os criminosos realizaram o esquartejamento no próprio local, subtraindo as partes principais da carne e abandonando os restos mortais na propriedade, onde foram localizados por funcionários no dia seguinte.

De acordo com a Polícia Civil, parte da carne subtraída foi transportada para a localidade conhecida como Ilha do Retiro. Durante o inquérito, os policiais identificaram que alguns dos envolvidos chegaram a se esconder em áreas de mata fechada próximas à rodovia para evitar o flagrante logo após o crime.

Organização Criminosa e Ameaças a Testemunhas

O grupo alvo da operação não se limitava ao crime ambiental e patrimonial no campo. Segundo a delegada Natália Moura, responsável pelo caso, os investigados também respondem por tráfico de drogas, extorsão e organização criminosa. A necessidade das prisões preventivas foi reforçada por relatos de testemunhas que afirmaram estar sofrendo ameaças diretas dos suspeitos durante o período de apuração dos fatos.

“A operação representa um avanço importante nas investigações. Conseguimos cumprir parte das medidas cautelares e reunir novos elementos de prova”, destacou a delegada. Dos cinco mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário, três foram cumpridos nesta manhã.

Próximos Passos e Procurados

A Polícia Civil mantém as diligências para localizar os outros dois suspeitos que não foram encontrados durante a ofensiva desta sexta-feira. Eles já são considerados foragidos e possuem mandados de prisão em aberto pelos crimes de furto qualificado, extorsão e envolvimento com o narcotráfico na região de Itacarambi. O inquérito deverá ser finalizado com o indiciamento de todos os cinco membros identificados.

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Edição e Redação: Equipe de Jornalismo do Portal de Minas Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais | Polícia Militar de Minas Gerais | Apuração Local Imagens: Divulgação / PCMG