Tribunal do Júri aplica pena rigorosa por assassinato de farmacêutica grávida de quatro meses
MONTES CLAROS, MG – O advogado Aloísio Rocha, de 37 anos, foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio da farmacêutica Laureane dos Santos Medeiros, de 34 anos, e pelo aborto provocado sem o consentimento da gestante. O julgamento ocorreu nesta Thursday (25), no Fórum Gonçalves Chaves, em Montes Claros, no Norte de Minas. A sentença foi proferida no início da noite após nove horas de sessão em júri popular, que correu em segredo de Justiça.
O crime foi cometido em 24 de novembro de 2021, no município de Brasília de Minas. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o advogado mantinha um relacionamento com a vítima e não aceitava a gravidez de quatro meses, pressionando-a para realizar um aborto. Diante da recusa de Laureane, o acusado simulou um encontro amoroso regular para atraí-la até um chacreamento afastado.
No local, o agressor tentou inicialmente envenenar a vítima e, na sequência, desferiu uma esganadura. O corpo da farmacêutica foi localizado no dia seguinte, apresentando substâncias suspeitas e lesões no pescoço. A perícia técnico-científica confirmou que a causa do óbito foi asfixia por constrição cervical (estrangulamento).
O Conselho de Sentença acatou integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), representada pela promotora Maria Cristina Santos Almeida. O réu foi sentenciado a 20 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, emprego de asfixia e feminicídio — além de quatro anos adicionais pelo crime de aborto.
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O delegado responsável pelo caso, Flávio Cavalcante, destacou que o álibi apresentado pelo advogado desmoronou após a análise de circuitos de segurança, que registraram o acusado comprando alimentos e transportando a vítima em sua motocicleta em direção ao local do crime. A promotoria reforçou que as mensagens recuperadas no aparelho celular do réu comprovavam a premeditação e a tentativa de compra de veneno de rato na semana do crime. A defesa do condenado informou que já interpôs recurso contra a decisão.
Com a leitura da sentença em plenário, Aloísio Rocha foi conduzido imediatamente de volta ao sistema prisional para o início do cumprimento da pena em regime fechado. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) processará o recurso apresentado pela defesa nas instâncias superiores, mantendo o réu custodiado devido à gravidade do crime e à manutenção dos pressupostos da prisão preventiva.
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Edição e Redação: Equipe Portal de Minas Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), MPMG e Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Imagens: Divulgação / PCES



