Criminosos utilizaram dados de processo real para enganar vítima e acessar contas bancárias por chamada de vídeo
Uma moradora da Vila de Furnas, em Fronteira (MG), perdeu quase R$ 5 mil após ser alvo do golpe do falso advogado. Os criminosos demonstraram conhecimento sobre uma ação judicial real em nome da vítima, de 47 anos, para obter credibilidade durante o contato telefônico. A fraude resultou no acesso indevido às contas bancárias da mulher por meio de engenharia social.
Cronologia dos Fatos
A vítima recebeu uma ligação de um homem que se identificou como seu representante jurídico. O suspeito detalhou informações sigilosas sobre um processo em andamento no qual a moradora figura como parte interessada. Ele alegou que um suposto pagamento havia sido liberado pela Justiça, mas exigiu procedimentos imediatos para a transferência do montante.
Sob pressão psicológica e sob o pretexto de acelerar o recebimento dos valores, a mulher aceitou iniciar uma chamada de vídeo proposta pelo estelionatário. Durante a transmissão, os golpistas utilizaram técnicas de captação de imagem e dados para burlar sistemas de segurança biométrica e acessar o aplicativo bancário da vítima. Diversas movimentações financeiras foram realizadas em sequência, consolidando o prejuízo financeiro.
Posicionamento e Autoridades
O caso foi registrado junto às autoridades policiais locais como estelionato e fraude eletrônica. A Polícia Civil alerta que quadrilhas especializadas monitoram diários oficiais e plataformas do Judiciário para coletar nomes e dados de cidadãos que aguardam sentenças ou indenizações.
Os órgãos de segurança orientam que nenhuma serventia judicial ou escritório de advocacia solicita transferências financeiras antecipadas, códigos de segurança ou chamadas de vídeo para validação de saques. Qualquer notificação sobre processos deve ser checada de forma presencial ou pelos canais de atendimento oficiais previamente contratados pelo cliente.
Próximos Passos
O boletim de ocorrência foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil da comarca, que iniciou o rastreamento das contas bancárias que receberam as transferências indevidas. Os investigadores tentarão identificar a titularidade das chaves Pix utilizadas no desvio. A instituição bancária da vítima também foi notificada para avaliar a possibilidade de estorno dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Faça Parte da Conversa
Você presenciou este fato ou tem informações?
Envie fotos e vídeos pelo WhatsApp
Siga para receber notícias em primeira mão
Compartilhe este conteúdo com quem precisa saber disso
Edição e Redação: Equipe Portal de Minas Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais e Polícia Civil de Minas Gerais Imagens: Divulgação / Polícia Civil



