NIKOLAS FERREIRA BATE RECORDE NACIONAL E É REELEITO DEPUTADO FEDERAL POR MINAS

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Parlamentar do PL recebe 3,119 milhões de votos, mais que o dobro da votação de 2022, e supera recorde que pertencia a Eduardo Bolsonaro

Nikolas Ferreira (PL-MG) foi reeleito deputado federal por Minas Gerais e alcançou uma marca histórica nas eleições de 2026. Com 3.119.318 votos, o parlamentar se tornou o candidato mais votado da história do país para a Câmara dos Deputados, superando com ampla margem o recorde anterior, que pertencia a Eduardo Bolsonaro, eleito por São Paulo com 1.843.735 votos em 2018.

O resultado também representa mais que o dobro da votação obtida por Nikolas em 2022, quando recebeu 1.492.047 votos e já havia se tornado o deputado federal mais votado da história de Minas Gerais até então. Em 2026, sua votação correspondeu a 27,19% dos votos válidos para deputado federal no estado.

A nova marca colocou Nikolas novamente no topo da votação nacional para a Câmara, em uma eleição na qual o também candidato do PL Lucas Pavanato (SP) ultrapassou a barreira dos 3 milhões de votos e terminou na segunda posição, com 3.038.438.

UMA VOTAÇÃO SEM PRECEDENTES

A evolução de Nikolas nas urnas foi expressiva. Em 2022, aos 26 anos, ele conquistou 1,49 milhão de votos em sua primeira eleição para deputado federal. Quatro anos depois, ampliou esse número para mais de 3,1 milhões e estabeleceu o novo recorde nacional.

O recorde anterior para deputado federal pertencia a Eduardo Bolsonaro, que havia recebido 1.843.735 votos em 2018. Antes dele, a marca era de Enéas Carneiro, que obteve 1.573.642 votos em 2002.

A eleição de 2026 também produziu outro resultado histórico: Lucas Pavanato tornou-se o segundo candidato mais votado da história para a Câmara, com mais de 3 milhões de votos.

REELEIÇÃO CONSOLIDA TRAJETÓRIA POLÍTICA

Aos 30 anos, Nikolas chega ao segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Sua trajetória política começou em 2020, quando foi eleito vereador de Belo Horizonte pelo PRTB.

Em 2022, já filiado ao PL, conquistou uma cadeira na Câmara com uma votação recorde para Minas Gerais.

Durante o primeiro mandato federal, ocupou posições de destaque dentro do Legislativo. Segundo a Agência Brasil, atuou como vice-líder da oposição, do PL e da minoria, além de ter presidido a Comissão de Educação. Atualmente, exerce a função de 3º vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

DISCURSO APÓS O RESULTADO

Ao comemorar a votação, Nikolas afirmou que o desempenho refletia a identificação de parte do eleitorado com suas posições políticas.

Segundo o parlamentar, seus votos representariam uma escolha de representatividade e não apenas uma decisão partidária. A declaração foi dada após a confirmação do resultado, em um comitê de campanha em Belo Horizonte.

Nikolas construiu sua projeção política principalmente por meio da atuação nas redes sociais e de um discurso identificado com pautas conservadoras. A presença digital tornou-se um dos principais instrumentos de comunicação utilizados pelo deputado ao longo de seu primeiro mandato.

MINAS GERAIS

Na votação para deputado federal em Minas, Nikolas terminou muito à frente dos demais candidatos. Ana Elisa (PT) ficou na segunda colocação, com 524.219 votos, enquanto Duda Salabert (PSOL) recebeu 229.535. Ao todo, 53 deputados federais foram eleitos pelo estado.

Por se tratar de eleição proporcional, a distribuição das cadeiras da Câmara considera também os votos dados às legendas e às federações partidárias, e não apenas a votação individual de cada candidato.

UM NOVO PATAMAR

Com 3.119.318 votos, Nikolas Ferreira transformou uma reeleição em um dos principais acontecimentos eleitorais de 2026.

O resultado representa uma votação mais de duas vezes superior à de 2022 e estabelece um novo recorde nacional para deputado federal. A marca amplia também o peso eleitoral de Nikolas dentro de Minas Gerais e o coloca novamente como um dos nomes de maior votação individual do Congresso Nacional.

Fonte: dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compilados por UOL e Agência Brasil.
Redação: Portal de Minas