SETE CANDIDATOS TERMINAM ELEIÇÃO DE 2026 COM ZERO VOTOS; VEJA QUEM SÃO

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Candidaturas a deputado estadual em cinco estados aparecem com nenhuma votação nominal registrada pelo TSE; dois casos estão sub judice

A eleição de 2026 terminou com uma situação incomum: sete candidatos a deputado estadual apareceram com zero voto computado nos resultados do primeiro turno divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os nomes estão distribuídos entre Acre, Goiás, Pará, Pernambuco e Roraima. Nos cinco estados, a totalização para deputado estadual foi concluída com 100% das seções eleitorais apuradas. Todos os sete aparecem como não eleitos nos resultados consultados.

A situação chama atenção porque, ao contrário de candidatos que recebem poucos votos, mas aparecem com percentuais arredondados para 0,00%, nesses casos o próprio campo de votação registra zero voto.

VEJA QUEM TERMINOU COM ZERO VOTO

Acre

  • Dr. Pedro Benevides (PRD) — candidato a deputado estadual.
  • Renilda Rocha (Solidariedade) — candidata a deputada estadual.

Goiás

  • Raimundo Aguiar (DC) — candidato a deputado estadual.

Pará

  • Luiz Damião (DC) — candidato a deputado estadual.

Pernambuco

  • Luis Augusto (Mobiliza) — candidato a deputado estadual.
  • Mouracia (Mobiliza) — candidata a deputada estadual.

Roraima

  • Chagas Enfermeiro (DC) — candidato a deputado estadual.

A lista foi identificada em um universo de 18.669 candidaturas consideradas no levantamento, abrangendo os cargos de presidente, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Os casos de votação zerada foram encontrados nas disputas para deputado estadual.

ISSO SIGNIFICA QUE ELES NÃO VOTARAM EM SI MESMOS?

Não necessariamente.

O resultado eleitoral permite afirmar apenas que nenhum voto foi computado nominalmente para aquelas candidaturas. Não é possível concluir em quem os próprios candidatos votaram porque o voto é secreto.

Além disso, deputados estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional. O eleitor pode votar diretamente no candidato ou optar pelo voto de legenda, destinado ao partido. Nesse segundo caso, a votação não aparece como voto nominal para nenhum candidato específico.

Assim, a manchete popular de que os candidatos “nem votaram em si mesmos” é uma interpretação do resultado, mas não uma informação que possa ser comprovada pelos dados eleitorais.

ZERO VOTO NÃO É A MESMA COISA QUE 0,00%

Essa distinção é importante.

Um candidato pode receber alguns votos e ainda assim aparecer com 0,00% quando sua votação é muito pequena em relação ao total de votos válidos. Isso ocorre por causa do arredondamento do percentual.

Nos sete casos identificados, porém, a situação é diferente: o campo referente à quantidade de votos aparece efetivamente com zero.

Portanto, não se trata apenas de candidatos que tiveram uma votação muito pequena. O sistema eleitoral registra nenhuma votação nominal para essas candidaturas no resultado consultado.

DOIS CASOS TÊM UMA SITUAÇÃO JUDICIAL DIFERENTE

Entre os sete nomes, Luis Augusto e Mouracia, ambos do Mobiliza de Pernambuco, aparecem com uma observação adicional: “Anulado sub judice”.

A expressão não significa simplesmente que a candidatura recebeu zero votos. Ela está relacionada à situação jurídica do registro eleitoral.

Segundo as regras do TSE, votos destinados a candidato cujo registro esteja indeferido, cancelado ou não conhecido, mas ainda sob recurso, podem ser classificados como anulados sub judice. A validade definitiva desses votos fica condicionada ao desfecho da disputa judicial.

Nos outros cinco casos da lista, os resultados consultados indicam a destinação dos votos como “Válido”, embora a quantidade registrada seja zero.

UMA CURIOSIDADE EM MEIO À DISPUTA POR MILHÕES DE VOTOS

O resultado chama ainda mais atenção quando colocado ao lado dos grandes números das eleições de 2026.

Enquanto candidatos como Nikolas Ferreira, em Minas Gerais, ultrapassaram a marca de 3 milhões de votos para deputado federal, sete candidaturas encerraram a disputa proporcional sem registrar sequer um voto nominal em seus nomes.

Os casos mostram também como uma eleição proporcional pode produzir resultados muito diferentes entre candidaturas. A distribuição das cadeiras não depende simplesmente de uma competição individual por votos: o sistema considera o desempenho dos partidos e federações, incluindo votos nominais e de legenda.

O QUE OS DADOS REALMENTE PERMITEM DIZER

O dado oficial é simples e, ao mesmo tempo, curioso: sete candidaturas a deputado estadual terminaram a totalização apresentada pelo TSE com zero voto computado.

Não é possível, porém, transformar esse número em uma afirmação sobre a escolha pessoal de cada candidato na urna. O sistema preserva o sigilo do voto e não informa se o candidato compareceu, votou em outro concorrente, escolheu a legenda, votou em branco, anulou o voto ou sequer compareceu às urnas.

O que permanece registrado é o resultado nominal: zero.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levantamento com base nos resultados do primeiro turno das Eleições 2026.

Redação: Portal de Minas